Archive for April, 2010

Nova interdição: 3º. subsolo de garagem

Monday, April 12th, 2010

Apesar de ter ficado interditado por 3 semanas, nenhuma obra foi realizada e, com as fortes chuvas que caíram na semana passada, alguns vazamentos, que eram apenas manchas no teto, passaram a verter água, como se vê nesse vídeo do 1º. Subsolo.

Concomitantemente, surgiram no 3° subsolo vários pontos em que a água, ao invés de pingar, brotava do piso. O pessoal da limpeza foi chamado a enxugar, mas era inútil: a água continuava a minar em grande quantidade e veio aumentando até fluir no perímetro da Villa Borghese 3º sub solo 08-04-2010maioria das colunas do 3º. subsolo, na junção com o piso. Esses vazamentos foram mapeados e fotografados no último dia 8. Essa água que está brotando é do lençol freático, água subterrânea, proveniente de chuvas, de rios e lagos próximos, que se infiltra no solo. É essa água que, com as chuvas e o coincidente aumento da maré, acumulou e subiu de nível a ponto de romper a impermeabilização da estrutura e está minando, principalmente, na junção do piso com as paredes localizadas ao longo do Bosque vizinho, começando na curvatura que acompanha a terminação circular da rua Paulo Viana de Araujo Filho.

A água infiltrada pelo teto afeta o concreto, sua armadura (ferragem), as alvenarias e os revestimentos. O ambiente fica insalubre (umidade, fungos e mofo), diminuindo a vida útil da edificação, mas a água que brota do piso sobe pelas colunas e causa um prejuízo muito maior e muito mais rápido.

A administração colocou cartazes nos elevadores solicitando que os moradores evitem utilizar o 3º. Subsolo de garagem e de lá retirem os veículos que se encontram estacionados, fazendo crer que a construtora ali realizará obras, mas vale lembrar que o 1º. Subsolo também foi interditado por três semanas sem que lá tivessem feito qualquer intervenção.

Assembléia de 30.03.2010: resumo

Friday, April 2nd, 2010

Villa Borghese AGE 30-03-2010Este é um resumo que se baseia mais no que gravei pelo telefone celular do que na minha participação na assembleia, visto que minha atenção estava voltada em colher assinaturas e identificação dos fundadores da Associação de Moradores do Centro da Barra ( AmaCBarra ), tarefa que realizava ora do lado de fora, à porta do salão, ora no balcão do bar, dentro ao fundo do salão. Confusa essa assembléia. Com a ausência do síndico, o subsíndico do San Michel, Sr. Pedro, abriu a reunião, esclarecendo que o síndico viajou ao exterior para visitar o filho, viagem que já estava programada muito antes de ser marcada a assembléia. Prosseguindo, disse que seria invertida a ordem da pauta do Edital de Convocação para deixar o primeiro item (contratação de advogado) para o final e convidou um dos condôminos para presidir a assembléia e aquele mesmo funcionário de sempre da PROTEL  para secretariar.

O presidente então esclareceu que era novo no condomínio, mas lhe pediram para abrir e fechar a assembléia porque tinha experiência na coisa, o que se provou duvidoso, como se verá adiante. Logo de início, foi alertado pelo advogado Romildo de que a ata da assembéia anterior estava incompleta, mas o presidente disse que não estava presente e não deu bola; prosseguiu chamando o assunto da contratação de um profissional para a perícia de engenharia nos prédios, quando anunciou a presença de um rapaz que disse ser advogado da Construtora Aterpa, este que por sua vez avisou que não sabia de nada e, portanto, pedia 48 h para se posicionar, solicitando uma lista de pendências. O presidente achou razoável conceder esse prazo, mesmo alertado pelos presentes do descaso da construtora, que tinha um outro advogado (Dr. Ricardo Alvim) presente à última assembléia e sabia muito bem qual eram os problemas do condomínio e, portanto, se deveria desconsiderar o pedido e proceder imediatamente à contratação de um profissional de engenharia para a vistoria, mas o presidente achou melhor deixar um formal protesto em ata e aguardar a resposta da construtora, mesmo porque o Sr. Pedro disse que somente uma empresa havia apresentado proposta para realização do serviço.

Diante da revolta dos presentes o Sr. Bosco tomou a palavra para reclamar que o condomínio ainda não tinha CNPJ e que isso era uma questão fundamental, no que foi apoiado por todos, quando o sr. Pedro alertou que esse assunto tinha a ver com o item da pauta referente à contratação de advogado e que estava invertido, mas diante do clamor dos presentes, como na ssembléia passada, chamou o Sr. Antonio Sampaio Netto, Presidente da Comissão de Obras, que começou a explanar que esse não é um prédio como qualquer outro, porque se trata de construção abandonada pela Encol e recuperada pelos adquirentes lesados, no que foi objetado pelos adquirentes da Aterpa que não tem nada a ver com isso, razão de ter chamado em seu socorro o advogado Arthur Floriano Peixoto, que se apresentou como advogado da Comissão de Obras desde os primórdios, em 1997, fazendo longa explanação sobre a saga dos adquirentes da Encol que resultou na contratação da Aterpa para concluir os prédios, concluindo por dizer que veio somente porque amigo do morador Sr. Elton e que o Sr. Antonio Sampaio Netto nada tem a ver com a falta de CNPJ ou com a falta de registro da convenção, apenas que com o conhecimento adquirido ao longo de tantos anos com as pessoas do cartório do registro de imóveis, procurava diligenciar o registro da convenção do Villa Borghese, acrescentando que o San Filippo está com o mesmo problema de falta de CNPJ porque a Aterpa passou por cima da Comissão de Obras e quer tratar de tudo sozinha, mas que está na hora de propor um processo judicial, porque já se passaram quase dois anos, em seguida retirando-se junto com o Presidente da Comissão de Obras, quando foi interpelado quase à porta pelo presidente da assembléia, instado a apresentar proposta para tratar do assunto em nome do condomínio Villa Borghese, mas se desculpou dizendo-se não ter interesse e que estava atrasado para pegar a filha e saiu. O presidente da mesa fez elogios ao advogado e ressaltando o conhecimento por ele acumulado, deu sua opinião de que outro melhor não poderia haver para assistir o condomínio, pelo que propos sua aclamação, sendo vigorosamente objetado pelos presentes, posto não ter feito qualquer proposta de trabalho, dizendo-se mesmo desinteressado.AGE Villa Borghese 30/03/10 Final 24:30

Nesse momento o presidente quis passar ao item seguinte da pauta, a proposta da Schindler para colocação de ventiladores nos elevadores, mas foi novamente impedido pela impaciência dos presentes, que insistiam na colocação em pauta da contratação do advogado, tendo o advogado Romildo se levantado para exigir da mesa um comportamento isento, no que foi acompanhado por uma senhora que se revelou espantada com a condução que o presidente fazia da assembléia. O sr. Romildo prosseguiu dirigindo-se à assembléia com protestos pela embromação e a inequívoca intenção de prorrogar indefinidamente a discussão do que mais interessa, sendo interrompido pelo presidente que exigiu que o Sr. Romildo desse direito de resposta aos membros da mesa, que se prolongou em intermináveis pedidos de desculpas do presidente pela colocação de suas opiniões pessoais como norte das decisões da assembléia, mas ressaltou que o sr. Romildo, por ser condômino, no seu entender, estaria impedido de se candidatar ao cargo de advogado do condomínio, em seguida passando a palavra ao subsíndico do San Marco, Sr. Miguel Arcanjo, que informou já ter sido dada entrada no CNPJ através de um despachante que entendeu ser desncessário registro da convenção, bastando a apresentação de outros  documentos, pelo que acreditava que em, no máximo, 10 dias, esse problema estaria resolvido, sendo, portanto, precipitada a contratação de um advogado. Interpelado por um dos presentes sobre se havia cópia desse pedido, respondeu que não a tinha consigo. Indagado sobre a data em que fora protocolado esse pedido, respondeu que fora naquele mesmo  dia (30/03), pelo que os presentes protestaram diante da demora.

O subsíndico Sr. Pedro tomou a palavra para elogiar o síndico, mas deixou bem claro que não é de hoje que os subsíndicos estavam exigindo providências, mas que não têm poder para resolver, alongando-se em pedir mais paciência para que o problema se resolva sem a necessidade de um advogado, cuja contratação também entendia precipitada diante da iniciativa do despachante em providenciar o CNPJ. O sr. Romildo levantou-se para dizer que se sentia prejudicado pela absurda suspeição levantada pelo presidente da mesa, mas que deixava de apresentar proposta para que não houvesse qualquer empecilho a que se resolvesse imediatamente essa contratação, porque insistia estarem sendo os condôminos enrolados, ficando claro que não só presidente como toda a mesa da reunião estava usando de artifícios para adiar a resolução desse assunto, no que o sr. Bosco exigiu a imediata renúncia de todos.

Com o tumulto novamente instaurado, muitos se retiraram da reunião em protesto contra a embromação. Depois de muita discussão entre os remanescentes, o presidente aceitou que se recebessem as propostas, sendo que a única apresentada foi a do advogado Roberto Hely Barchilón, mas, em seguida, o subsíndico sr. Miguel Arcanjo apresentou proposta de um colega advogado e um outro condômino trouxe a de seu filho também advogado, mas nenhum dos dois estava presente, iniciando-se, então, acalorada discussão sobre se deveriam ou não ser consideradas, sendo chamado o único advogado presente a fazer exposição da sua proposta.

O Dr. Roberto primeiro esclareceu que o Dr. Arthur havia se esquecido de dizer que ele também estava assistindo a Comissão de Obras desde 1997, e dito isso entregou proposta de serviços advogaticios ao presidente da assembéia e começou a ler para os presentes e, enquanto trocavam a fita de vídeo que tinha acabado pelo tanto que se adiou a discussão desse item da pauta, respondeu a diversos questionamentos dos presentes, esclarecendo ser necessária uma auditoria e a publicação dos documentos na internet para posicionar os condôminos sobre qual o real problema em relação ao CNPJ e outros assuntos levantados na superficial pesquisa que fez dos processos judicias do condomínio pela internet, em seguida passando a palavra ao presidente, que disse ser necessário mais tempo para análise das propostas apresentadas, no que foi veementemente contrariado pelos condôminos remanescentes à reunião, que protestavam pela imediata votação da contratação do Dr. Roberto para a realização da auditoria proposta, de vez que estavam cansados de comparecer a reuniões onde nada era esclarecido e nenhum documento apresentado, quando o sr. Romildo tomou a palavra para dizer que, diante de tudo o que estava acontecendo, mudara de idéia e apresentaria sua proposta, que consistia em um contrato genérico ao custo de 7 salários mínimos por mês durante quatro anos e 20% das dívidas que cobrasse para o condomínio, dando início a um novo tumulto, que só terminou com a solução alternativa proposta pela mesa, de que o Dr. Roberto aceitasse fazer a auditoria independentemente da imediata contratação para as cobranças, o que foi aceito, sendo então aprovada a sua contratação, para que o trabalho se concluísse em 30 dias, mediante remuneração de R$ 5.000,00, sendo marcada uma nova assembléia para o dia 30/04/2010, quando se apresentaria o laudo e se prosseguiria no exame do assunto, tendo em vista o adiantado da hora (passava da meia noite).

Obs.: Por informação obtida na sexta-feira 30.04.2010, na administração do condomínio, a data correta da assembléia marcada é o dia 17.05.2010, sendo que a ata da assembléia de 30.03.2010 está mesmo atrasada, mas sai semana que vem.