Archive for the ‘Engenharia’ Category

Assembléia de 20.06.2010

Monday, November 8th, 2010

A assembléia de 20.06.2010 resolveu dispensar os trabalhos de auditoria contratados na assembléia de 30.03.2010.

Nada foi dito em relação ao pagamento dos honorários do advogado auditor. Todavia, o serviço foi realizado a contento, pois apareceu um CNPJ datado de 2002, comprovando que o síndico estava administrando um vultoso caixa-dois sem nenhum motivo, o mesmo se verificando no Edifício San Filippo.

Esse intento, disfarçado ao longo de mais de dois anos contados do habite-se, não teria sido alcançado sem o concurso das administradoras de imóveis pré-contratadas pela construtora, numa venda-casada que, agora se vê, foi feita justamente para acobertar os desmandos da construtora e as irregularidades da administração do síndico por ela escolhido na mesma ocasião.

Agora, com o CNPJ revelado, serão regularizadas as inscrições no INSS, FGTS etc, reassinados os contratos de manutenção diretamente com os condomínios, juntamente com as contas de consumo de luz e água, que não serão mais rateio de um canteiro de obras.

Todos os prejuízos decorrentes do atraso na regularização do funcionamento dos condomínios são de inteira responsabilidade da construtora e se juntam aos muitos valores já gastos em obras que deveriam ter sido cobertas pela garantia.

Todos esses fatos não teriam sido revelados sem o esforço de dezenas de condôminos que se juntaram para enfrentar o síndico e toda a sua administração nas manipuladas assembléias realizadas por essas mesmas pessoas que querem, a todo custo, esconder e acobertar seus crimes.

Enquanto a AMACBARRA tratava de ajuizar as ações civis públicas para as quais foi fundada, houve uma convocação do Condomínio Villa Borghese, para uma reunião de interessados em arrematar o Lote destinado a Bosque naquela gleba, que estava prestes a ser leiloado pela 3a. Vara Empresarial, nos autos da falência de Desenvolvimento Engenharia Ltda., loteadora do Centro da Barra.

Laudo das Instalações Elétricas do Villa Borghese

Sunday, March 28th, 2010

Estive na administração do Villa Borghese e fotografei o Laudo Técnico de Análise do Sistema Elétrico.

Esse link leva à transcrição do texto do engenheiro responsável.

O conhecimento dos termos desse relatório é importante para que possamos argüir a administração sobre cada uma das providências ali tidas como necessárias e urgentes, especialmente em razão dos perigos que ressalta.

O acesso de moradores ao equipamento urbano do Centro da Barra

Wednesday, March 10th, 2010

O Shopping Center do Centro da Barra

Localizado no centro do loteamento, se estende da av. das Américas à praia. O complexo Shopping Center teve suas obras iniciadas pelo Barra Prime Offices, mas isso não é tudo, veja o Planejado Shopping por Oscar Niemeyer e sua interpretação pela Brascan.

O Equipamento Urbano

( A ) As áreas livres do loteamento (non aedificandi) representavam 70% da área total, vez que as torres não poderiam ser cercadas, o que resultava em áreas comuns de livre circulação. Nas torres não havia piscinas, quadras e estacionamento de visitantes, porque haveria um clube previsto para cada grupamente de torres.

( B ) Lote 5 do PAL 29.820, arrecadado pela Massa e cercado, obstruindo 2 passagens de pedestres, obrigatórias ao final das terminações circulares das ruas que nele desembocam.

( C ) Lote 5 do PAL 26.123, tinha a destinação de ser um estacionamento térreo e arborizado, hoje um edifício de 2 pavimentos e um sub-solo, que abriga uma agência de automóveis.

( D ) Áreas com 6.506,04 m2 de bosque, e 6.000,50 m2 destinados a 1 escola e 1 creche.

( E ) Passagens de pedestres que partem das terminações circulares das ruas sem saída para veículos, atravessam terrenos, agora cercados pela Massa Falida, em direção àquele que seria o acesso à praia por uma passarela panorâmica, projetada por Oscar Niemeyer para desembocar no grande terreno em frente às duas pontes hoje existentes (Lote 6 do PAL 29.820). O que aqui será construído afetará a todos os moradores da região e adjacências, assim como o trânsito de veículos.

( F ) parte da área central do loteamento Centro da Barra, onde está sendo construída uma torre cercada de dois edifícios de dois pavimentos ( Barra Prime Offices), com uma taxa de ocupação que, se for repetida no resto dessa área, vai inviabilizar de vez a circulação de pedestres entre as áreas livres e seu equipamento urbano.

( G ) Áreas com 28.964,32 m2 de bosque, 18.052,17 m2 destinados a 8 escolas e 1.464,67 m2 destinados a uma creche.

Mapa dos acessos ao equipamento urbano do Centro da Barra

O Acesso de Moradores ao Equipamento Urbano

( 1 ) Passagem de pedestres da rua Alceu Amoroso Lima, através dos lotes 5 e 6 do PAL 29.820 para acesso àquelas áreas públicas do PAL 39.433, hoje conhecidas como Bosque Marapendí. Há anos um muro de alvenaria fecha esta passagem.

( 2 ) Passagem de pedestres da Rua Cel. Paulo Malta Rezende através dos lotes 5 e 6 do PAL 29.820.

( 3 ) Acesso à praia pelas passagens de pedestres sobre as pontes “Oscar Niemeyer” e “Lucio Costa” localizadas nas calçadas (ou ciclovias).

( 4 ) Passagem de pedestres da Rua Cel. Paulo Malta Rezende ao Lote 4 do PA 27.233 destinado a Escola/Creche.

( 5 ) Passagem de pedestres à Creche no bosque, pelas ruas Mario Covas Jr. e Paulo Viana Filho, hoje fechadas por muros de alvenaria.

O planejado e o implementado nos grupamentos Center 9 e 5 do Centro da Barra

Centro da Barra re-projetado pela Encol

Ainda é cedo para descrever toda a engenharia social que levou à completa descaracterização do loteamento da área denominada Centro da Barra, porque os processos ajuizados ainda não chegaram a bom termo, mas pela experiência adquirida na luta da Comissão de Obras dos empreendimentos Villa Borghese e San Filippo, já deu pra saber que tudo começa pela desídia da Desenvolvimento Engenharia Ltda. na implementação do loteamento; passa pela legislação, hoje revogada, que permitiu introdução de apart-hotéis nessa área; piora com as construções iniciadas e abandonadas pela falida Encol S/A, e termina agora com a obstrução de passagens de pedestres e desafetação de áreas antes destinadas a equipamento urbano, legalmente exigido desde as primeiras leis de parcelamento do solo, uma apropriação indébita praticada nas barbas da Justiça, com a conivência das autoridades municipais responsáveis pela fiscalização de posturas, que parecem mais preocupadas em atender os interesses dos construtores.