Cartas

5 de Abril de 2004


Prezados condôminos,

Em nossa última correspondência, havíamos recordado os fatos ocorridos na assembléia de 17 de janeiro último, em que ficamos impedidos de apresentar a proposta da João Fortes Engenharia S.A., tendo em vista a liminar obtida pelas empresas Ketter/Gamex com a qual pretendem receber 5% do total do valor a ser financiado pelo Banco Itaú. Lembramos que com a defesa apresentada esta liminar foi cassada pelo próprio juiz que a havia concedido.

Fato é que, passado o prazo próprio, a Ketter/Gamex não recorreu da decisão, de modo que não se cogita de novo bloqueio dentro do mesmo processo, não havendo mais impedimento para a contratação.
Neste meio tempo, a Comissão de Obras não ficou parada e aproveitou para complementar iniciativas que objetivam concluir o nosso processo de financiamento na Caixa Econômica Federal, já que a João Forte, aproveitando o momento de juros em queda, enveredou pela busca de melhores condições de financiamento, recuando, assim, da sua posição anterior de assumir imediatamente a conclusão das obras com financiamento do Banco Itaú.

Este, por sua vez, enviou ao Rio de Janeiro, na quarta-feira última, dia 31 de março do corrente, o gerente da Plataforma de Negócios Especiais, Sr. Washington Luiz Xavier da Silva, para uma reunião com a diretoria da João Fortes, quando foram apresentadas novas condições de financiamento, e se aguarda, para breve, uma posição definitiva da construtora.
Quanto à Caixa Econômica, devido à complexidade dos empreendimentos, enviamos ao consultor jurídico encarregado, por intermédio do Gerente de Mercado Maurício de Mello Carvalho, uma carta expondo os acontecimentos desde os nossos primeiros passos até o momento atual, anexando tabelas que consolidam a posição de todas as unidades dos empreendimentos quanto a saldos devedores, originais e atualizados, com dados sobre as escrituras e registros.

Antes da assembléia que será convocada, para a decisão do item especifico que foi adiado, na assembléia de 17 de janeiro de 2004 e para dar cumprimento ao contrato firmado com à João Fortes Engenharia S.A., que prevê a entrega das unidades de estoque, livres e desembaraçadas, cobramos da Gafisa, hoje chamada CIMOB, a anuência com o negócio para a baixa da hipoteca. Contudo, apesar do compromisso assumido em escritura pública desde 2001, a referida empresa não se manifestou, nem mesmo após interpelada judicialmente, vindo a ajuizar uma ação cautelar sem qualquer fundamento, para tentar criar dificuldades na contratação das obras do edifício San Filippo.

Nessas condições, não nos restou outra alternativa senão ajuizar uma ação anulatória da hipoteca, de modo a resolver de forma definitiva a questão, visto que o gravame se refere a dívidas que nada tem a ver com o edifício San Filippo, a exemplo de tantas outras feitas pela Encol, que vem sendo sistematicamente derrubadas nos Tribunais.

Chamamos a atenção que desde a assembléia de 17 de janeiro último, quando ficou claro que todos os problemas estavam solucionados e que o negócio ficou atraente, saudável e viável, temos sido alvo de uma série de chicanas jurídicas daqueles que criando dificuldades pensam em vender facilidades, mas enganam-se, pois na defesa dos interesses de nossa comunidade enfrentaremos quem vier tentar obstar nossos objetivos, porque estamos com financiamento aprovado e com recursos que permitem terminar os empreendimentos. Porque antes ninguém nos questionava? Achavam que estávamos mortos? Enganaram-se e enganam-se uma vez mais, venceremos, e agora.

Maiores detalhes sobre os processos referidos serão adicionados à nossa página na Internet.

Certos de estar atualizando o conhecimento de todos, aguardamos ansiosamente para convocar, o mais breve possível a assembléia que será o marco derradeiro para conclusão dos empreendimentos.

Subscrevemo-nos

Pela Comissão de Obras

Antonio Sampaio Netto
Antonio Braga Coscarelli
Lais Marques da Silva
Ulisses Duarte da Costa Monteiro