Cartas

3 de setembro de 2003

Prezado(a) Condômino(a).

Certos de que a maioria de nós, condôminos, já formalizou proposta de pagamento dos saldos devedores, nossos advogados estão analisando as formas contratuais apresentadas pela CMP para o pagamento do preço da construção dos empreendimentos, colocadas de acordo com as diferentes modalidades financeiras existentes na carteira imobiliária das instituições bancárias, inclusive uma composição com outras construtoras perante o Banco Itaú para dar as garantias exigidas na operação de crédito que irá complementar a diferença entre o custo da obra e os valores apurados nos saldos devedores com financiamento pedido.

Dado o vulto da obra, compreende-se a insistência da CMP em tentar compor um maior volume de crédito a ser financiado com os saldos devedores confessados, diminuindo proporcionalmente o montante a ser parcelado pelos condôminos durante a realização da obra, o que demandaria a obtenção de vultosas garantias por parte da CMP, que pretende atendê-las com o concurso de terceiros. No entanto, determinamos o encerramento do processo para ultimar os preparativos necessários à conclusão do projeto com o Banco Itaú, conforme consta de nossa última correspondência enviada aos condôminos e seu anexo.

As condições de financiamento melhoraram sensivelmente nos últimos dias com a redução da taxa básica de juros, por força do que acreditamos que as taxas consideradas nos cálculos feitos até agora venham a sofrer substancial redução, barateando o financiamento dos saldos devedores.

Enquanto aguardamos, por parte do Banco Itaú, a análise do cadastro formado pela CMP com as informações fornecidas pelos condôminos nas entrevistas de crédito, continuamos a envidar esforços junto à Presidência da Caixa Econômica Federal no intuito de superar dificuldades burocráticas que, atualmente, nos impedem de dar curso ao processo de financiamento dos prédios do empreendimento Villa Borghese. O Edifício San Filippo venceu os exames de engenharia e de situação jurídica da propriedade imobiliária, mas fica inviabilizado sem a aprovação do Villa Borghese porque a permuta do terreno é para a construção dos três prédios.

Caso a iniciativa da Comissão de Obras junto a CEF alcance resultado positivo, o mesmo cadastro formatado pela CMP para análise do Banco Itaú seria objeto de consideração pelo departamento competente daquela instituição, inclusive visando uma possível operação conjunta onde o Itaú financiaria o construtor ( Plano Empresário ) e a Caixa financiaria os condôminos com saldos devedores ( Plano Condomínio ) em operação semelhante à realizada entre a Caixa e o Bradesco nas obras abandonadas pela Encol no empreendimento Rio2.

Tão logo, no caso do Banco Itaú, tenhamos a aprovação do financiamento para os empreendimentos, divulgaremos a forma pela qual ele seria implementado, inclusive quanto à carta crédito e os modelos contratuais decorrentes.

Uma vez bem esclarecidas todas as dúvidas que venham a surgir, convocaremos, em seguida, uma Assembléia Geral para que todos os mutuários possam assinar, em conjunto, e comemorar a solução alcançada para o financiamento da conclusão dos Empreendimentos, prevista hoje em 24 meses, depois do longo tempo em que foram paralisadas e abandonadas as obras pela Encol, selando, finalmente, com chave de ouro, a entrega dos apartamentos.

Pela Comissão de Obras

Antonio Sampaio Netto
Antonio Braga Coscarelli
Lais Marque da Silva
Ulisses Duarte da Costa Monteiro