Cartas

15 de maio de 1998

Companheiro Adquirente.

Desde 20 de dezembro de 1997 que não fazemos um comunicado através de carta circular. Nesta fase de negociações, estivemos, várias vezes, na eminência de conseguir a solução dos nossos problemas, mas sobrevinham então fatos que nos levavam novamente à estaca zero. Trata-se de negociação muito complexa, pelo fato de envolver os empreendimentos com maior volume de obras, entre todas as que a ENCOL paralisou. Fixamo-nos na posição de não abrir mão de nossos interesses básicos:

obra por empreitada a preço global compatível com o preço de mercado

qualidade, segurança e tranqüilidade jurídica de estar realizando um negócio em bases sólidas e inquestionável.

Além disso, era indispensável casar os interesses da CLAMA ( Cláudio Macário Construtora Ltda. ), proprietária do terreno, e da ENCOL. Estes fatos geram permanentes reuniões, viagens, dias e noites de trabalho. Aqueles que puderam nos telefonar e acompanhar mais de perto sabem bem das dificuldades.

Hoje temos um fato concreto e que consideramos ser agora a estrada pavimentada para a solução que desembocará na escritura definitiva da cota de terreno com fração ideal, ITBI pago e tudo registrado, gerando assim um direito indiscutível, exigência básica dos agentes financeiros que viabilizarão a obra, e não um papel de embrulho como aquele em que, pela nossa boa fé, fomos ludibriados e embrulhados.

A CLAMA, proprietária de 204 apartamentos no empreendimento, por permuta do terreno, tem a maior necessidade de resolver o problema. Assim, juntamos forças e fomos, por várias vezes com os advogados da CLAMA e até sozinhos, ao JUIZ da 34º VARA e conseguimos no dia 14 de maio de 1998, a SENTENÇA na ação que antes já havia sido dada a reintegração de posse por tutela antecipada que reconheceu o direito dos adquirentes, que anexamos a presente.

Por esta SENTENÇA, os nossos empreendimentos ficam a salvo de futuro questionamentos da eminente massa falida da ENCOL.

À ENCOL em decorrência desta SENTENÇA necessita a curto prazo fazer um acordo, visto que, se não o fizer em seis meses aproximadamente teremos a SENTENÇA de Segunda Instância, se houver apelação, fato este que fará com que ela fique definitivamente fora dos empreendimentos, ficando assim entre nos e a CLAMA a questão.

A COMISSÃO DE OBRAS eleita em 20/12/97, espera em breve convocar a todos em ASSEMBLEIA GERAL PERMANENTE, e já com memorial de incorporação registrado, para que cada um assine a sua respectiva ESCRITURA DE PROPIEDADE definitiva de sua unidade e a CONVENÇÃO DE CONDOMÍNIO, dando forma legal ao processo de reinicio das obras.

Sem mais, em nome da COMISSÃO DE OBRAS, atenciosamente somos,